Somalis em fuga temendo “atividades militares e novos confrontos”

21 setembro 2012

Acnur cita relatos dando conta da preparação de uma operação contra milícias Al Shabab; ONU condena ataques levados a cabo por bombistas suicidas, nesta quinta-feira, em Mogadíscio.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais de 10 mil somalis fugiram da cidade portuária de Kismayo temendo atividades militares e novos confrontos, refere o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur.

Em nota emitida esta sexta-feira, em Genebra, a agência cita relatos dando conta da preparação de uma operação das tropas da União Africana para libertar Kismayo, tida como reduto das milícias Al Shabaab.

Fogo Cruzado

Estima-se que mais de 7,5 mil pessoas fugiram para aldeias, vilas e distritos vizinhos somente nos últimos quatro dias. Os deslocados dizem temer ser alvos do fogo cruzado ou de possíveis represálias de grupos armados que operam na cidade.

Em camiões ou carroças puxadas por burros, várias seguem em direção à capital, Mogadíscio, e para os acampamentos de refugiados de Dadaab no Quénia. O Acnur aponta a ocorrência de ataques esporádicos e de saques levados a cabo pelas milícias.

Ataques

Num outro desenvolvimento, o representante especial do Secretário-Geral para a Somália, Augustine Mahiga, manifestou consternação com os ataques ocorridos nesta quinta-feira, levados a cabo por bombistas suicidas em Mogadíscio.

Relatos apontam para várias mortos e feridos, incluindo profissionais da imprensa num café e restaurante.

Mahiga declarou que atos de terrorismo não podem reverter as recentes conquistas na Somália e pediu aos responsáveis que abandonem as práticas que “causam sofrimento aos civis e desrespeitam a vida humana.”

 

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