Moçambique vai investir em comércio e desenvolvimento na Cplp BR

Moçambique vai investir em comércio e desenvolvimento na Cplp

Segundo embaixador do país nas Nações Unidas, o bloco vai priorizar envolvimento do “empresariado dos países-membros para que cooperação possa se traduzir em desenvolvimento”; liderança rotativa durará dois anos.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A presidência moçambicana da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, deve investir em comércio e desenvolvimento. A afirmação é do embaixador do país junto às Nações Unidas, António Gumende.

 Em entrevista à Rádio ONU, em Nova York, ele contou que a participação de empresários juntamente com a cooperação diplomática no bloco será vital para a nova gestão.

 Benefício

 “Moçambique tem eleito como parte das prioridades da sua presidência dos dois anos, a questão da intensificação da cooperação dentro da própria Cplp, como da Cplp como o resto do mundo. A questão da operacionalização, a questão do envolvimento e o desenvolvimento dos empresariados dos países membros para que a cooperação político-diplomática também se possa traduzir em benefício para o desenvolvimento.”

O embaixador de Moçambique falou ainda sobre algumas parcerias rentáveis que já estão em curso.

Brasil, Japão e Moçambique

“No caso de Moçambique, o investimento brasileiro ou português aparece como mais substancial. O envolvimento de empresas brasileiras, por exemplo, na mineração, na construção de infraestrutura. E além disso, outros projetos e programas que têm uma componente social. O projeto Pró-Savana envolve Brasil, Japão e Moçambique no desenvolvimento da agricultura.”

A Cplp reúne os oito países de língua portuguesa. O desenvolvimento de uma estratégia de comércio começou a ser discutida este ano. A cooperação de países lusófonos com Macau, na China, por exemplo, rendeu no ano passado cerca de US$ 117 bilhões, equivalentes a mais de R$ 230 bilhões.