Cplp analisa futuro da Guiné-Bissau no bloco

18 setembro 2012

Embaixador de Moçambique na ONU, que assume presidência do grupo de oito países, diz que suspensão pode ser uma das medidas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, pode decidir a suspensão da Guiné-Bissau, indicou o embaixador de Moçambique junto das Nações Unidas, António Gumende.

Em entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, o diplomata disse que a medida pode ser considerada na sequência do golpe de Estado de 12 de Abril.

Suspensão

As declarações foram pronunciadas no âmbito da presidência moçambicana  da Cplp, assumida em Julho. Moçambique também preside  a Comunidade dos Países da África Austral, Sadc.

“Está-se a trabalhar no sentido de se estabelecer as medidas sancionatórias mas prevejo que medidas como suspensão poderão  ser acomodadas, como acontece noutras organizações. A Sadc é um exemplo disso, acabamos de assumir a presidência do bloco mas,  no caso de Madagáscar, continua a ser um membro suspenso pelo fato de o governo ter assumido o poder pela via inconstitucional. Na defesa desse princípio, a Sadc tem sido rigorosa na aplicação desta sanção e a Cplp poderá também emular este procedimento.”

Conselho de Segurança

A situação da Guiné-Bissau foi discutida esta terça-feira no Conselho de Segurança.

De acordo com Gumende, a Cimeira de Maputo emendou os estatutos para sancionar governos que assumam o poder pela via não-constitucional.

Posições

O início da 67ª. Assembleia Geral da ONU, a partir desta terça-feira, é tido por Gumende como  momento de concertação de posições com as várias partes com interesses na Guiné-Bissau.

A Cplp defende que o diálogo vai continuar “no sentido de satisfazer os desígnios sa Guiné-Bissau e na busca de uma plataforma para trazer todas as partes”  para debater formas de ajudar o país a  ultrapassar a crise.

 

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