Especialista da ONU elogia Governo Dilma por criar Comissão da Verdade
BR

17 setembro 2012

Secretário-geral assistente para América Latina e Caribe, Heraldo Muñoz, diz que líder brasileira foi corajosa ao promover a apuração dos crimes da ditadura; ele falou à Rádio ONU sobre o Dia Internacional da Democracia.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O diretor da América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, elogiou o governo Dilma Rousseff pela criação da Comissão da Verdade e Reconciliação no Brasil.

Ex-membro do Governo de Salvador Allende, no Chile, Heraldo Muñoz lutou contra a ditadura de Augusto Pinochet, que chegou ao poder em 1973 após um golpe militar.

Decisão Certa

Nesta entrevista à Rádio ONU para marcar o Dia Internacional da Democracia, no último sábado, Muñoz disse que o Brasil tomou a decisão certa ao apurar as violações de direitos humanos do passado.

“Não há reconciliação sem justiça. As feridas não podem ser fechadas simplesmente com o passar do tempo. Ao final, os familiares das vítimas querem saber o que aconteceu. E se um país simplesmente esquece, isso é sinal de impunidade porque se há pessoas, que participaram nas torturas, nos assassinatos caminhando nas ruas, isso é um sinal muito ruim para a justiça. E acho que a presidenta Dilma tem feito uma iniciativa muito corajosa ao fazer o que ela fez.”

A Comissão da Verdade pretende apurar crimes e violações de direitos humanos ocorridas desde a década de 40 até 1988 no Brasil.

O órgão tem sete membros nomeados pela presidente Dilma Rousseff em maio passado incluindo o professor Paulo Sérgio Pinheiro, atual presidente da Comissão de Inquérito das Nações Unidas sobre a Síria.

 

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