ONU condena atentado contra presidente somali

12 setembro 2012

Hassan Sheikh Mohamud escapou ileso do ataque contra um hotel da capital ocorrido nesta quarta-feira em Mogadíscio; engenho foi detonado por supostos bombistas suicidas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O representante especial do Secretário-Geral da ONU para a Somália a condenou vigorosamente o ataque contra um hotel da capital, Mogadíscio, durante uma conferência de imprensa do novo presidente.

Uma pessoa morreu e várias ficaram feridas, esta terça-feira, quando três bombistas suicidas vestidos de uniforme militar tentaram entrar no Hotel Jazeera, que acolhe temporariamente Hassan Sheikh Mohamud.

Votação

Agostinho Mahiga observou que o “ato atroz  ocorre dois dias após a votação marcante”, na qual o Parlamento somali elegeu Mohamud de uma forma “esmagadora  e transparente.”

Agências noticiosas referem que no momento do ataque, o líder  prestava declarações à imprensa, após um encontro com o ministro queniano dos Negócios Estrangeiros, Samuel Ongeri.

Insurgentes

Uma nota do Escritório Político da ONU no país, Unpos,  aponta que os insurgentes foram intercetados pelas forças de segurança e mortos antes de terem entrado no hotel.

Um soldado ao serviço da Missão da ONU e da União Africana na Somália perdeu a vida no ato, no qual ficaram feridos outros membros da força e vários agentes de segurança do país.

Eleição

Antes do ataque, o Secretário-Geral manteve uma conversa telefónica com o novo presidente para o felicitar pela eleição, indicou o seu porta-voz.

Ban Ki-moon observou que os somalis ainda enfrentam grandes desafios e garantiu o apoio da ONU, tanto ao novo líder como ao povo somali, na construção de uma nação “nova e pacífica.”

 

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