Ex-líder de Cabo Verde diz que português tem que ser língua de ciência
BR

11 setembro 2012

Em entrevista à Rádio ONU, Pedro Pires afirmou que a tarefa de fazer do idioma língua de cultura e tecnologia deve ser levada a cabo por Angola, Brasil, Moçambique e Portugal.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

O ex-presidente de Cabo Verde e ganhador do Prêmio Mo Ibrahim afirmou que a língua portuguesa tem que se afirmar não só como língua de cultura, mas sobretudo de ciência e tecnologia.

Para Pedro Pires, é preciso haver um esforço conjunto da comunidade acadêmica, da sociedade civil e dos governos dos países lusófonos para elevar o status do português no campo da pesquisa.

Delegação

Ele fez a declaração durante uma entrevista à Rádio ONU, enquanto chefiava uma delegação da União Africana nas eleições de Angola. Segundo o ex-presidente de Cabo Verde, aumentar o número de trabalhos acadêmicos na área da tecnologia e informação é fundamental para a afirmação do português como língua internacional.

“O trabalho a ser feito é fazer da língua portuguesa para além de uma língua de cultura, uma língua de tecnologia. Caberá aos países mais avançados e mais populosos como Brasil, Portugal, Angola, Moçambique de trabalharem para fazer da língua portuguesa uma língua de cultura, mas sobretudo uma língua de ciência e tecnologia. Hoje, como sabemos, estes dois elementos são importantíssimos e que dominarão nesta área que é fundamental hoje. As investigações (pesquisas), nos mais diversos domínios, precisarão ter o português. Eu penso que este é o esforço que deve ser feito.”

Além de Cabo Verde e Brasil, o português é falado, como língua oficial, por Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

*Apresentação: Leda Letra.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud