Ban condena agravamento de ataques na Síria

10 setembro 2012

Falando no Conselho dos Direitos Humanos, Secretário-Geral refere que  fracasso no diálogo complica os esforços com vista a facilitar a transição e promover a paz para os sírios.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU lamentou o uso contínuo da força militar por parte do governo sírio e das forças rebeldes.

Falando esta segunda-feira no Conselho dos Direitos Humanos, em Genebra, Ban Ki-moon referiu que o fracasso no diálogo complica os esforços da ONU com vista a facilitar a transição e promover a paz para os sírios.

Tensões Sectárias

Ban manifestou profunda preocupação com os bombardeamentos aéreos de civis levados a cabo por forças do governo, e referiu-se a “crescentes tensões sectárias, à deterioração da situação humanitária e à aparente escolha, por ambos os lados, de uma solução por meio da força no lugar do diálogo.”

Estima-se que mais de 18 mil pessoas tenham morrido após o início dos confrontos entre apoiantes e opositores do governo, em Março do ano passado.

Vigilância

A questão da responsabilidade foi também levantada no pronunciamento do Secretário-Geral, que encorajou o órgão a manter a sua vigilância sobre a Síria.

Ban lamentou que recomendações do Conselho não tenham sido seguidas por outros órgãos da organização. Ele elogiou a ação da Assembleia Geral e do Conselho diante de divisões do Conselho de Segurança relativamente à Síria.

Bombardeamentos

O discurso ocorre após agências noticiosas terem dado conta de relatos de violência na Síria, com ataque de aviões do governo contra áreas da segunda maior cidade do país, Alepo.

De acordo com as informações das agências, os ataques seguiram-se à morte de dezenas de pessoas, incluindo soldados após uma explosão de um carro armadilhado na mesma cidade.

Crimes

Para Ban Ki-moon, os autores de crimes de guerra e contra a humanidade na Síria devem ser levados à justiça, independentemente da sua filiação.

Na sessão, a alta comissária para os Direitos Humanos disse que o agravar do conflito torna a situação cada vez mais dramática, com o que descreveu como “terrível desrespeito, equivalente ao desprezo da proteção de civis.”

Navi Pillay disse haver abuso desenfreado pelos direitos humanos que teria atingido o ponto de “assassinatos em massa, execuções sumárias e tortura.”

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud