Seca nos EUA não deve levar à repetição da crise alimentar de 2008, diz especialista
BR

4 setembro 2012

Colheitas do milho foram prejudicadas elevando o preço do grão em todo o mundo e provocando efeito dominó sobre o valor cobrado por outros alimentos. 

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Escritório Regional da FAO para América Latina e Caribe informou que a situação da seca nos Estados Unidos, que elevou o preço do milho, não deve gerar a uma nova crise dos alimentos no mundo.

Segundo a FAO, desta vez, a crise é localizada e os países não devem reter os alimentos, como fizeram há quatro anos. 

Alarme

Nesta entrevista à Rádio ONU, de Santiago do Chile, o encarregado de políticas da América Latina e do Caribe na FAO, Adoniram Sanches, afirmou que não existe motivo para alarme.

“Nós das Nações Unidas, da FAO, temos alertado que não se trata de uma situação semelhante à de 2008, 2009. Era uma situação muito mais grave. Esta situação agora é conjuntural, de um país, e se trata de dois produtos: o milho e o trigo, e que pouco a pouco, vai se ajustando. Os países aprenderam muito em 2008/09. O que agravou aquela situação foi o fato de os países reterem os alimentos achando que iam resolver o problema. Pelo contrário, isso piorou muito o problema.”

A FAO afirmou que a crise na colheita do milho, causada pela seca nos Estados Unidos, provocou um efeito dominó no aumento do preço do leite, das carnes e outros produtos.

Os Estados Unidos são o maior produtor mundial de milho e respondem por 50% do comércio internacional do grão.

 

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