Gâmbia e Sudão do Sul elevam preocupações devido à “onda de execuções”

31 agosto 2012

Escritório da ONU para os Direitos Humanos aponta casos dos dois países africanos que, aliados ao Iraque, registaram execuções de prisioneiros em Agosto.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Escritório da ONU para os Direitos Humanos manifestou preocupação com o que chamou “onda repentina de execuções” na Gâmbia, no Sudão do Sul e no Iraque.

Nove prisioneiros foram executados na Gâmbia, há uma semana, na sequência de um anúncio do presidente Yaya Jammeh, que prometeu que a  operação iria abranger todos os condenados à pena morte, até meados de Setembro.

Assistência

No Sudão do Sul, dois homens foram enforcados, nesta terça-feira, na Cadeia Central da capital, Juba. De acordo com o Escritório, um dos problemas principais é que o país carece de assistência jurídica adequada.

Na segunda-feira, ocorreu a execução de 21 pessoas no Iraque, no que elevou para 100 o número de executados desde o início deste ano.

Moratória

O Escritório apela aos países que ainda não introduziram a moratória sobre o uso da pena de morte ou visando a sua abolição “que o façam, ou que voltem a implementá-la.”

Segundo refere, a tendência global e a posição internacional tendem a desencorajar a aplicação da pena de morte, conforme uma medida aprovada pela Assembleia Geral.

De acordo com as Nações Unidas, cerca de 150 Estados-membros aboliram a pena de morte ou introduziram a Moratória da ONU Contra a Pena de Morte nas suas leis  ou na prática.

 

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