Unesco quer medidas para melhorar segurança de jornalistas somalis

31 agosto 2012

Agência indica que 18 jornalistas foram mortos no país nos últimos três anos; imprensa livre e independente é tida como “contributo essencial” para o diálogo e a reconciliação. 

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A diretora-geral da Organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, pediu medidas governamentais para melhorar a segurança dos profissionais da imprensa na Somália.

Em nota, Irina Bokova, lembra que 18 jornalistas foram mortos no país nos últimos três anos. O escritório da ONU para a Somália refere que, em média, um colaborador da imprensa perde a vida por mês.

Liberdade

A nota, emitida esta sexta-feira em Paris, sublinha que uma imprensa livre e independente é um “contributo essencial” para o diálogo e a reconciliação nacional, sendo “necessária para a democracia e para o Estado de Direito.”

Bokova lembra que o assassinato mais recente foi o do jornalista Mohamud Ali Keyre em Mogadíscio, a 12 de Agosto.

Ameaças

O profissional de 23 anos escreveu para o site horyaalmedia.com, após ter sido locutor da Rádio Voz da Democracia, sedeada na capital Mogadíscio.

Devido às ameaças de morte,  Keyre teve de fugir para o Quénia, tendo regressado após ter considerado que a situação de segurança na capital da Somália tinha melhorado, segundo relatos da imprensa local.

No comunicado, a representante da Unesco refere que jornalistas devem ser capazes de manter o público informado na Somália, sem temer pela sua vida.

 

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