Brasil realça exemplo da liderança africana para confrontar o HIV/Sida

Brasil realça exemplo da liderança africana para confrontar o HIV/Sida

Coordenador do Onusida no Brasil indica que envolvimento foi significativo para que fosse estabelecida a atual cobertura de  57% no tratamento das pessoas que vivem com o vírus.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Coordenador do Programa Conjunto da ONU para o Combate ao HIV/Sida, Onusida, no Brasil, defendeu que África tem por partilhar o exemplo do envolvimento das lideranças nas ações de combate à epidemia.

Pedro Chequer falava à Rádio ONU, de São Paulo, à margem do Fórum Sobre o HIV/Sida dos Países da América Latina e das Caraíbas, que terminou esta quinta-feira.

Estratégias 

“Eu diria que na América Latina, como um todo, houve um declínio da prioridade política para a Sida, ao contrário da África. Verificamos, de modo bastante animador, que cada vez mais os dirigentes de alto nível em África estão se preocupando em propor estratégias. Estão se colocando politicamente e publicamente para controlar a epidemia. Na América Latina, há um silêncio dos estadistas. Há um silêncio dos dirigentes, dos presidentes, das presidentes e isso é muito ruim”, referiu.

Para Chequer, o esforço desenvolvido por líderes africanos, nos últimos anos, foi significativo para garantir a atual cobertura de  57% do tratamento das pessoas que vivem com o vírus que pode provocar a Sida.

Desafio

Segundo apontou, a sua região tem ainda pela frente o desafio do aumento do número de óbitos devido à doença, devido ao abandono de tratamento ou por fatores ligados à falta de informação.

Apesar das lacunas, o representante ressaltou haver um “ressurgimento da mobilidade da ação da sociedade civil” nos países da América Latina e das Caraíbas.