Estocolmo: Catarina Albuquerque quer abordar acesso à água no pós-2015

27 agosto 2012

Relatora pede igualdade no acesso ao recurso para habitantes de áreas rurais e bairros de lata em cidades de África e da América Latina; cerca de 2,5 mil peritos participam num evento alusivo à Semana Mundial da Água.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Não é suficiente investir no acesso à água para “beneficiar as classes médias e altas”, disse a relatora independente especial da ONU para Água e Saneamento.

Catarina Albuquerque falou à Rádio ONU, de Lisboa, a caminho do encontro internacional alusivo à Semana Mundial da Água 2012, a decorrer até sexta-feira na capital sueca, Estocolmo.

Soluções 

“Temos que olhar para a redução das desigualdades. Para a agenda pós-2015 não é suficiente conseguirmos ou investirmos em soluções que estão a beneficiar a classes médias e as classes altas. Temos que ter um enfoque nas pessoas mais marginalizadas, mais excluídas e mais pobres que vivem em favelas e em bairros de lata e nos grandes centros urbanos tanto da América Latina como de África e também as pessoas que vivem em zonas rurais.”

Albuquerque lembrou que o objetivo de aumentar o acesso à água, até 2015, já foi atingido “fundamentalmente graças a investimentos e avanços na China e na Índia.”

Zonas Rurais

Entretanto, a relatora frisou que, para África e para a América Latina, é essencial refletir no fato de este desenvolvimento ter menor abrangência nas zonas rurais e assentamentos informais.

No encontro anual, que reúne mais de 2,5 mil peritos, a relatora vai abordar a proeminência de a água, o saneamento e a higiene constarem na agenda que a ONU deve aprovar para o período pós-2015.

Participam no evento representantes de governos, académicos, sociedade civil e setor privado.

 

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