Moçambique escolhe danças candidatas ao Património Mundial da Unesco

Moçambique escolhe danças candidatas ao Património Mundial da Unesco

Executivo quer reconhecimento de várias expressões artitísco-culturais e, para já, deve avançar com o Mapiko, Tufu e Xigubo.

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo.

O governo moçambicano está a fazer um estudo científico das danças Mapiko, Tufu e Xigubo, para que sejam apresentadas como candidatas ao Património Oral e Imaterial da Humanidade. O estatuto é atribuído pela Organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura,Unesco.

Falando à Rádio ONU, de Maputo, o ministro da Cultura de Moçambique, Armando Artur, anunciou o invetário das representações culturais para que sejam elevadas à categoria de Património Mundial.

Património Mundial

“Numa primeira fase ainda estamos a proceder estudos necessários com relação ao Mapiko, Tufu e Xigubo para que, efetivamente, preenchamos aquilo que são os requisitos para sua elevação à categoria de Património Mundial”. 

Segundo Armando Artur, as autoridades moçambicanas vão promover internamente as danças, antes de as submeter à Unesco.

“Mas antes disso, o que nós pretendemos acima de tudo é divulgar essas expressões culturais ao nível do país, dai realmente este esforço que o governo está a fazer no sentido de estas expressões circularem ao nível do país por forma que a sociedade moçambicana tenha contacto com estas expressões culturais e quando chegar a vez de candidatarmos a Património Mundial a sociedade saiba efetivamente de que se trata”.

O governante moçambicano assinalou, no entanto, que o objetivo do seu pelouro é ir mais longe.

“Gostaríamos, efetivamente, que todas as expressões culturais praticadas em Moçambique fossem patrimónios mundiais, mas como não podemos fazer isso, não é possível, então vamos selecionar aquelas que respeitam aquilo que são requisitos da própria Unesco, porque um dos requisitos é o estudo científico dessas expressões culturais”.

O Mapiko é uma dança originária da província de Cabo Delgado e o Tufu de Nampula, ambas províncias do norte, enquanto o Xigubo provém de Gaza, na zona sul de Moçambique.