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Cidades da América Latina têm índice mais alto de desigualdade do mundo BR

Cidades da América Latina têm índice mais alto de desigualdade do mundo

Relatório do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos, ONU-Habitat, sugere que apesar dos desafios, Brasil conseguiu reduzir em mais que pela metade taxas de pobreza e indigências urbanas.

Thor Weglinski do Rio de Janeiro para a Rádio ONU.*

Um relatório das Nações Unidas revela que as cidades da América Latina continuam mantendo o nível mais alto de desigualdade do mundo.

A constatação é parte do documento “Estado das Cidades da América Latina e Caribe”, lançado nesta terça-feira, no Rio de Janeiro.

Violência e Habitação

Segundo o relatório, a taxa de urbanização no Brasil e nos países do Cone Sul chegará a 90% até 2020. No México e nos países da região Andino-Equatorial, o número atual não passa de 85%. O número indica a quantidade de pessoas que estarão vivendo em centros urbanos.

O projeto é um estudo inédito e aprofundado dos meios urbanos latino-americanos e aborda temas como desigualdade social, violência e habitação.

O relatório foi apresentando pelo encarregado-sênior de Assentamentos Humanos do Escritório Regional do ONU-Habitat, Erik Vittrup.

Pobreza Urbana

Segundo ele, as cidades têm meios de reduzir a pobreza.

O dado mais preocupante é o fato de que ainda há cidades, e muitas cidades, que não estão combatendo o principal problema, que é a iniquidade e a pobreza urbana. E as cidades têm formas de reduzir esta situação. E sentimos e sabemos que as cidades têm as oportunidades para gerar a suficiente riqueza para, mais agressivamente e mais efetivamente, poder reduzir essa situação e todas as consequências que tem a pobreza”.

Vittrup afirmou ainda que a desigualdade social, a pobreza e o desemprego registram queda no Brasil. A taxa da população urbana em situação de pobreza e indigência passou de 41% da população, em 1990, para 22% em 2009.

Mas segundo Vittrup, o dado mais preocupante do estudo é a falta de combate a injustiças. A distância entre ricos e pobres continua aumentando. O país com a maior disparidade sócio-econômica é a Guatemala, seguida por Honduras e Colômbia.  Os três com melhores índices de riqueza e igualdade são Venezuela, Uruguai  e Peru.

*Apresentação: Mônica Villela Grayley com reportagem do Unic-Rio.