Agência da ONU para palestinos convida Brasil para conselho diretor
BR

21 agosto 2012

Convite foi tornado público durante visita do chefe da Unrwa ao país, Filippo Grandi, encerrada na sexta-feira; projetos no Rio de Grande do Sul e no Rio de Janeiro chamaram a atenção do funcionário da ONU. 

Felipe Siston, do Rio de Janeiro para a Rádio ONU.

A Agência das Nações Unidas de Assistência a Refugiados Palestinos, Unrwa, convidou o Brasil a integrar o seu Conselho Consultivo. A proposta foi feita diretamente pelo comissário-geral da Unrwa, Filippo Grandi, em uma visita de uma semana ao Brasil, encerrada na sexta-feira, no Rio de Janeiro.

Em entrevista à Rádio ONU, o chefe da Coordenação-Geral de Ações de Combate à Fome, do Itamaraty, Milton Rondó, contou que o chefe da Unrwa se interessou por vários projetos brasileiros incluindo iniciativas no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro.

Empregos para Jovens

“No caso do Rio Grande do Sul, a vocação agrícola é evidente. A gente vê boas possibilidades de cooperação. Ainda gostaríamos de criar o projeto Oswaldo Aranha. Ele presidiu aquela Assembleia, onde foram criados o Estado de Israel e o Estado Palestino. No caso do Rio de Janeiro, a experiência da UPP e da criação de empregos para jovens.”

A Unrwa informou que tem 30 mil funcionários entre professores, médicos e assistentes sociais. O Brasil contribui anualmente com cerca de R$ 18 milhões para o orçamento da agência.

Caso aceite o convite, o Brasil se tornará o primeiro país latino-americano a integrar o quadro de decisões da Unrwa.

Reconstrução

Em 2010 o congresso brasileiro aprovou lei para repasse de R$ 25 milhões  para a reconstrução de Gaza, disponibilizado em nome da Unrwa.

No ano passado, houve o primeiro desembolso, no valor de US$ 1 milhão de dólares. Já neste ano, foram entregues à agência US$  7,5 milhões.

“Vim ao Brasil agradecer publicamente as doações e discutir sobre como seria possível fazer esse apoio o mais regular possível”, disse Grandi.

Atualmente 23 países participam do Conselho Consultivo da Agência, que tem custo anual de US$ 1,2 bilhão e um subfinanciamento que varia entre 10% e 20% para os programas de ajuda humanitária.

Segurança

Os principais doadores são Estados Unidos, União Europeia, Japão, Austrália, países árabes e aqueles que recebem os refugiados palestinos.

Durante a entrevista, Grandi também falou do resultado de encontros com representantes dos governos do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. De acordo com ele, esses estados oferecem experiências nas áreas de segurança, saúde e agricultura que podem ser replicadas em projetos da Unrwa.

Brics

“O Brasil é exemplo para países doadores tradicionais e outros que estão emergindo no cenário global que, na minha opinião, deveriam assumir um papel maior na solidariedade e cooperação internacional”, disse ele em referência aos países membros dos Brics ( grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e da América Latina.

Também participaram do encontro o coordenador-geral de Ações Internacionais de Combate à Fome do Itamaraty, ministro Milton Rondó Filho, e o diretor do Centro de Informação das Nações Unidas, Giancarlo Summa.

*Apresentação Mônica Villela Grayley com reportagem do Unic-Rio.

 

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