OMT aponta “sinais claros de recuperação” do turismo na Tunísia e no Egito

15 agosto 2012

Primavera árabe ditou queda de fluxos turísticos estimada em 30%; agência atribui desempenho a campanha para aumentar visibilidade dos dois países.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Uma recuperação “muito significativa” foi verificada no turismo do Egito e da Tunísia até Junho, indica a Organização Mundial do Turismo, OMT.

Os dois países registaram uma queda de fluxos de visitantes estimada em 30%, durante o período das revoltas conhecidas como Primavera Árabe, iniciado em Dezembro de 2010, que resultou na queda dos respetivos regimes.

Crescimento

A OMT refere que a Tunísia, a primeira nação onde ocorreram os protestos, teve um crescimento de 40%, enquanto o desempenho do Egito ronda os 27%.

Em entrevista à Rádio ONU, de Madrid, a diretora de Comunicação da OMT, Sandra Carvão, atribuiu o desempenho ao aumento da visibilidade dos dois países, estimulado pela agência.

Transição

“É perfeitamente normal em qualquer situação de transição política que haja algum momento de diminuição da procura. Tanto no caso do Egito como da Tunísia, um dos fatores é que qualquer dos governos que tomou posse, imediatamente a seguir, teve plena consciência de que o setor turístico tinha, para tanto a economia local como para um aspeto essencial localmente que é o emprego, principalmente de jovens que são o grande motor dessas transformações políticas”, explicou.

A representante indicou que regresso dos turistas também foi conseguido com o reforço da administração turística, ao ter sido estimulado um maior envolvimento dos setores público e privado.

Transformação

“Em termos de imagem foi passada a mensagem de que, apesar de estar a ocorrer uma transformação política,  tanto o Egito quanto a Tunísia, em breve estariam a funcionar normalmente para receber novos turistas. Ao mesmo tempo, trabalhar no desenvolvimento de produtos específicos para os  momentos de recuperação, pois, uma das tendências que há em momentos de crise é a pressão dos preços. Quisemos trabalhar com estes países  não tanto para que o regresso dos turistas se fizesse só pelo facto de os preços serem mais acessíveis, mas também para o desenvolvimento de novos produtos de forma atrativa para os novos turistas.”

Apesar da crise económico, os fluxos a partir dos mercados europeus, tidos como tradicionais, foram mantidos, defende a OMT. Foi igualmente registada uma “afluência assinalável” de visitantes portugueses e espanhóis devido à sua proximidade com os destinos africanos.

 

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