Adolescentes traficados para o Sudão do Sul regressam ao Quénia, diz OIM

14 agosto 2012

Agência indica que o destino tem sido o trabalho forçado e a indústria do sexo; país carece de políticas e processos para combater o comércio ou julgar os traficantes de seres humanos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Dois adolescentes foram devolvidos ao Quénia após terem sido traficados para o Sudão do Sul, anunciou esta terça-feira a Organização Internacional para Migrações, OIM.

Em comunicado, publicado em Genebra, a agência refere que ambos foram recrutados numa comunidade rural queniana para realizarem trabalhos em regime de servidão doméstica e para o casamento forçado.

Fuga

Após terem fugido, foram encaminhados para a OIM e para o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, que os transportaram para a capital sul-sudanesa, Juba.

A OIM indica que o Sudão do Sul não tem políticas nem processos para combater o comércio ou julgar traficantes de seres humanos, apesar do Ministério da Justiça ter elaborado um projecto-lei contra o tráfico.

Indústria do Sexo

O fenómeno é tido como um problema crescente no Sudão do Sul, onde provas apontam que o tráfico para trabalho forçado e a indústria do sexo são os que mais absorvem vítimas particularmente nos centros urbanos.

As raparigas e deslocadas internas são as mais vulneráveis ao tráfico para o trabalho forçado ou para servirem como empregadas domésticas.

Tráfico

De acordo com a OIM, o Relatório do Departamento de Estado norte-americano sobre o Tráfico de Pessoas, com a sigla TIP 2012, coloca o país na sua Lista de Observação do Nível 2.

O facto deve-se ao fracasso do Sudão do Sul em  condenar e perseguir as pessoas envolvidas no tráfico humano.

 

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