OIM anuncia ação contra o tráfico humano na Namíbia

10 agosto 2012

Altos funcionários dos serviços de migração capacitados para formar colegas do setor em todo o país; vítimas incluem menores de Angola, da Zâmbia e do Zimbabué.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, anunciou ter investido na formação de altos funcionários dos serviços de migração da Namíbia em matérias de gestão, contra tráfico e procedimentos de exame de passaportes.

Um relatório sobre Tráfico de Pessoas do Departamento de Estado norte-americano, que foi citado pela agência, coloca o país na Lista 2, devido ao fracasso em condenar e perseguir as pessoas envolvidas no tráfico de seres humanos.

Trabalho Forçado

O informe intitulado TIP 2012 refere que o país é ponto de origem, trânsito e destino de  mulheres, crianças e, possivelmente, de homens submetidos ao trabalho forçado e ao tráfico sexual.

As vítimas seriam atraídas por promessas de trabalho legítimo com bons salários, para acabarem por executar trabalho forçado durante longas horas, além de realizar tarefas perigosas em centros urbanos e campos agícolas.

Angola

As vítimas são menores nacionais, bem como crianças de Angola, Zâmbia, e Zimbabué envolvidas no trabalho forçado na agricultura, pastorícia, pesca, serviços domésticos ou prostituição.

Os turistas da África Austral e da Europa estão entre a clientela das crianças envolvidas na prostituição na Namíbia, indica o informe.

Nove altos oficiais de imigração concluíram, esta sexta-feira, uma ação de formação de duas semanas na capital, Windhoek, que irá permitir formar colegas do setor de todo o país.

 

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