Relator diz que Mianmar continua tendo desafios em direitos humanos
BR

6 agosto 2012

Tomás Ojea Quintana concluiu visita de seis dias ao país do sudeste asiático; confrontos entre budistas e islâmicos matou 78 pessoas no mês passado. 

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O relator das Nações Unidas para a situação dos direitos humanos em Mianmar, a antiga Birmânia, afirmou que o país continua enfrentando desafios na área.

Tomás Ojea Quintana encerrou, no sábado, uma viagem de seis dias a Mianmar.

Segundo ele, houve progressos como o aumento da participação da sociedade civil e de partidos políticos no processo de reforma.

Funcionários da ONU

Mas para o relator, o país do sudeste asiático tem que enfrentar sérios desafios de direitos humanos se quiser obter sucesso na transição democrática.

Ojea Quintana citou, por exemplo, os confrontos entre birmaneses budistas e muçulmanos que deixaram 78 mortos e milhares de deslocados no estado de Rakhine, em junho.

Ele disse que as prisões de opositores políticos continuam ocorrendo, e que até mesmo seis funcionários da ONU foram detidos em Mianmar.

Prêmio Nobel

O relator pediu uma investigação independente e crível sobre as alegações de violações dos direitos humanos cometidas por pessoas ligadas aos estado de Rakhine.

Ele disse que ficou preocupado com o tratamento dado aos presos após ter um encontro com alguns deles.

Durante a visita, Ojea Quintana se reuniu também com a líder da oposição e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi.

Mianmar é liderado por uma junta militar desde 1990.

 

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