Unicef fala do impacto de políticas para "estagnação" na amamentação

1 agosto 2012

Agência defende que generalização da prática pode evitar a morte anual de cerca de 1 milhão de crianças nos países em desenvolvimento; diretor do Unicef culpa “marketing agressivo dos substitutos do leite materno.”

 

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, refere que fortes políticas nacionais de apoio à amamentação podem evitar a morte anual de cerca de 1 milhão de crianças, menores de cinco anos, nos países em desenvolvimento.

A informação consta de um comunicado, publicado esta quarta-feira, para marcar o início do 20 º aniversário da Semana Mundial da Amamentação.

Obstáculos

Os obstáculos apontados pela agência para não amamentar, são as “más políticas nacionais que não apoiam licenças de maternidade ou a falta de compreensão dos riscos do não-aleitamento.”

Em entrevista à Rádio ONU, de Luanda, o representante do Unicef em Angola, Koen Vanormelingen, abordou fatores críticos para o aleitamento  a serem considerados pelas mães.

Cancro

“Tem benefícios tanto físicos como económicos para as mães. Uma mãe que amamenta fica protegida contra o cancro da mama. A incidência deste cancro entre as mulheres que tenham amamentado é menor e, o argumento final é que é muito mais barato. A amamentação é gratuita”, explicou.

O Unicef aponta a estagnação das taxas globais de amamentação nos países em desenvolvimento, ao terem sido registados 32% em 1995, e 39 % em 2010.

Aleitamento Exclusivo

Os registos ocorrem apesar das provas de que o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros seis meses de vida previne doenças como diarreia e pneumonia, que matam anualmente milhões de crianças.

Para o Unicef, a amamentação seria promovida de forma mais eficaz se as mulheres fossem protegidas contra o que chama “marketing agressivo dos substitutos do leite materno.”

O director executivo da agência, Anthony Lake, disse quanto quanto mais for feito o aleitamento, maior será a sobrevivência e a prosperidade como resultado de menores taxas de doenças, da desnutrição e de crianças com baixa estatura.

 

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