Ban Ki-moon chamado a “harmonizar posições” sobre a Guiné-Bissau

31 julho 2012

Em declaração à imprensa, Conselho de Segurança reafirma a importância da coordenação de esforços internacionais envolvendo todos os atores políticos e a sociedade civil para estabilizar o país.

[caption id="attachment_217298" align="alignleft" width="350" caption="Ban Ki-moon"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Segurança pediu a participação ativa do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, na harmonização das posições dos parceiros regionais e internacionais da Guiné-Bissau.

Numa declaração à imprensa, publicada esta segunda-feira, o órgão reafirma a importância da coordenação de esforços internacionais envolvendo todos os atores políticos e a sociedade civil para o fim da crise no país.

Transição

A situação seguiu-se ao golpe militar de 12 de Abril, que derrubou o presidente interino, Raimundo Pareira, e o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior. Em finais do mesmo mês, os autores de intentona entregaram o poder às autoridades de transição que dividem opiniões internacionais.

Os 15 Estados-membros do Conselho querem que o processo de estabilização seja consensual e inclusivo,  a nível nacional com vista a restaurar a ordem constitucional no país.

Processo

O órgão pede à Comunidade Económica da África Ocidental, Cedeao, e à Comunidade de Países de Língua Portuguesa, Cplp, que apoiem o processo, junto das Nações Unidas e da União Africana.

A declaração do Conselho segue-se a uma reunião sobre a Guiné-Bissau, realizada na quinta-feira. No encontro,  foi destacada a necessidade de restaurar a ordem constitucional e a unidade entre os parceiros internacionais.

Eleições

Os membros do órgão sublinharam a necessidade de dar apoio aos esforços para que o país estabeleça um “calendário claro para a organização de eleições presidenciais e legislativas livres, justas e transparentes.”

Foi igualmente referida a necessidade da tomada de medidas concretas para estabilizar o país, a longo prazo, que incluem a reforma do sector da segurança, a promoção e o respeito do Estado de Direito.

A criação de um ambiente propício para um maior controlo sobre as forças de segurança, a luta contra a impunidade e o combate contra o tráfico de drogas e a promoção de desenvolvimento socioeconómico guineense.

 

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