Lançadas medidas para conter um possível aumento de preços alimentares

31 julho 2012

Banco Mundial defende que mais pobres são altamente vulneráveis à volatilidade; 2012 é marcado pelo aumento de preços de produtos como o trigo, milho e soja.

[caption id="attachment_210944" align="alignleft" width="350" caption="Aumento de preços dos alimentos preocupa"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Uma série de recomendações foi divulgada pelo  Banco Mundial com vista a reduzir o impacto de uma crise devido ao aumento de preços dos alimentos.

A instituição diz estar atenta à seca excecional nos Estados Unidos, aliada às condições das safras de grãos e o consequente aumento dos preços dos alimentos a nível internacional.

Medidas

O Banco Mundial indica que os mais pobres são altamente vulneráveis ao aumento do preço dos alimentos e sugere medidas a curto prazo para aliviar a pressão.

Estas incluem programas de alimentação escolar, transferências de dinheiro e troca de comida pelo trabalho.

Políticas

A médio e longo prazo, o Banco Mundial indica serem necessárias políticas fortes e estáveis, aliadas a investimentos contínuos na agricultura dos países em desenvolvimento.

O presidente do órgão, Jim Yong Kim defendeu que uma subida acentuada de preços dos alimentos levaria famílias a tirar os filhos da escola ou a comer alimentos mais baratos e menos nutritivos.

Efeitos

Segundo defende, tais ações resultariam em efeitos catastróficos sobre o bem-estar social, físico e mental de milhões de jovens.

Apesar de não estar prevista a escassez dos principais grãos, os estoques podem ser baixos e as colheitas continuarão a depender do clima global, o que dita que os preços estejam mais vulneráveis à volatilidade.

Como consequência, o mercado “deverá ficar imprevisível  havendo riscos de segurança para os consumidores e governos.”

A previsão é que a volatilidade também desencoraje o desenvolvimento agrícola, devido ao aumento dos riscos financeiros e da incerteza para os produtores e comerciantes.

O Banco Mundial observa que este ano, registou-se um aumento de preços de produtos como o trigo, milho e soja.

 

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