OMS não recomenda restrições de viagem ao Uganda, após surto de ébola

30 julho 2012

Desde o início do mês foram registados mais de 20 casos, com 15 mortes; nove casos fatais ocorreram numa única família, a 10 quilómetros da capital ugandesa.

[caption id="attachment_212931" align="alignleft" width="350" caption="Surto de febre hemorrágica de ébola em Uganda"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, disse que não recomenda restrições de viagens ou comerciais para o Uganda devido ao surto de febre hemorrágica de ébola.

A agência confirmou, esta segunda-feira, em Genebra, que o ministério da Saúde do Uganda notificou a ocorrência de 20 a 25 casos, que resultaram em pelo menos 15 mortes, no distrito Kibaale, desde o início deste mês, no leste.

Casos Fatais

As autoridades registaram nove casos fatais numa única família na aldeia de Nyanswiga, a 10 quilómetros da capital, Kampala. Entre os mortos estão uma trabalhadora de saúde e o seu filho de quatro meses, após ter prestado assistência a um paciente.

A doença hemorrágica rara provoca a morte de até nove em cada dez dos seus pacientes. O nome ébola deriva de pequeno rio na República Democrática do Congo.

Resposta

De acordo com a agência, as operações de resposta já estão a ser acompanhadas por uma equipa de peritos ugandeses, da OMS e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças.

Os distritos vizinhos da aldeia afetada estão em alerta, tendo sido criada uma ala de isolamento temporário no hospital de Kibaale, para casos suspeitos e confirmados.

Apelo

Atualmente, dois pacientes estão hospitalizados e em condição estável, sendo uma delas uma mulher de 38 anos que é irmã da trabalhadora de saúde que foi vítima da doença.

As autoridades de saúde já lançaram um apelo à população para tomar medidas para evitar a propagação do Ébola, e que denunciem qualquer paciente suspeito às unidades de saúde.

Em 2007, a ébola matou 37 pessoas a oeste do Uganda após ter feito pelo menos 170 vítimas mortais, no norte do país, no ano 2000.

 

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