Português cria “intimidade imbatível” para produzir mais biocombustíveis

25 julho 2012

Num intercâmbio na África do Sul, especialista brasileiro destaca áreas potenciais para dar impulso à produção nos países lusófonos; encontro sobre o tema junta 55 especialistas de 19 países.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A língua portuguesa pode gerar uma “intimidade imbatível” com vista a aumentar a produção de biocombustíveis nos países falantes do idioma em África, indicou o especialista brasileiro Eduardo Falabella.

Falando à Rádio ONU, de Pretória, o membro do Comité Científico do Centro Internacional para Ciência e Alta Tecnologia disse que o futuro dos países na área é promissor, apesar das questões de acesso à tecnologia.

Relações

“Não há necessidade de se reinventar a roda. O Brasil já tem uma tradição em biocombustíveis, somos todos de língua portuguesa, o que a mim me dá muito orgulho. Isso gera uma intimidade nas relações que é imbatível. Então, essa é a ideia que, inclusive, nós estamos aqui: a de começar primeiro a gerar uma série de cursos de informação sobre biocombustíveis”, explicou.

Falabella, que também é consultor da Petrobrás, a maior empresa de energia brasileira,  integra um painel internacional responsável pelo curso sobre as mais recentes tecnologias na área de biocombustíveis na capital sul-africana.

Participam na iniciativa 55 técnicos de 19 países, sendo a maioria de África.

Segundo defendeu, a sustentabilidade deverá envolver a captação de receitas, operações em padrões ambientalmente corretos e a geração de empregos nos países africanos de língua portuguesa.

Empregos

“Eles vão conseguir dinheiro, porque no final das contas esses combustíveis serão vendidos para outros países, eles vão conseguir trabalhar em rotas que são ambientalmente corretas e mais ainda, eles vão gerar uma quantidade enorme de empregos. Então, é uma proposta fundamentalmente sustentável para esses países”, indicou.

Para Falabella, o sucesso na produção dos biocombustíveis no futuro ultrapassa as limitações relativas à extensão territorial dos países.

O evento, promovido pela Organização da ONU para o Desenvolvimento Industrial, decorre até esta quinta-feira.

 

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