ONU manda equipa para investigar ataque a acampamento em Cote d’Ivoire

24 julho 2012

Ataque a acampamento de desalojados de Nahibly fez pelo menos sete mortos e 67 feridos na última sexta-feira; investigação deve durar 10 dias.

[caption id="attachment_220337" align="alignleft" width="350" caption="Bert Koenders chefe da Missão da ONU em Cote d'Ivoire, Onuci "]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Uma equipa de investigadores das Nações Unidas, que inclui especialistas em direitos humanos, foi enviada esta terça-feira para uma missão de 10 dias no acampamento de desalojados de Nahibly na Cote d’Ivoire.

Pelo menos sete pessoas morreram e 67 ficaram feridas num ataque que, na última sexta-feira, incendiou completamente o local. Cerca de 5 mil habitantes fugiram em debandada.

Impunidade

Várias agências das Nações Unidas já condenaram o ataque, ocorrido perto da cidade de Duékoué, no leste do país, também conhecido por Costa do Marfim.

O Escritório da ONU para os Direitos Humanos defende que, “claramente, o ataque foi etnicamente motivado.” Em nota, é ressaltada a necessidade urgente de combate à impunidade pelas violações ocorridas anteriormente.

Massacres

O pronunciamento lembra que dois massacres ocorreram na área Duékoué-Guiglo, no auge da crise pós-eleitoral em Março do ano passado. O primeiro teria resultado na morte de cerca de 100 membros da comunidade Dioula e o outro, saldou-se em 244 vítimas mortais, na maioria homens do grupo étnico Guere.

Para o escritório, o ataque ao campo de Nahibly foi, aparentemente, direccionado aos membros da comunidade Guere, acusados pelos Dioula de assalto armado e morte de cinco membros dos Malinké, um subgrupo dos Dioula.

Gravidade

Após sublinhar a gravidade da situação, o representante especial do Secretário-Geral da ONU no país, referiu que forças complementares das Nações Unidas foram implantadas para apoiar as forças governamentais.

O Alto Comissariado da ONU para refugiados, Acnur, disse ter organizado 16 comboios de viaturas para transportar cerca de 320 pessoas de regresso às suas aldeias de origem.

 

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