Pnud apoia maior envolvimento comunitário na gestão da água em Angola

24 julho 2012

Com o apoio da agência, município de Kilamba Kiaxi torna-se no primeiro a estabelecer e gerir a sua base de dados sobre a água e saneamento; relatora especial para o Direito à Água e Saneamento pede estratégia para cada país.

[caption id="attachment_213196" align="alignleft" width="350" caption="Comunidade participa da gestão da água em Angola"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, anunciou os primeiros sucessos do estabelecimento de instalações de fornecimento de água de pequeno e médio porte, geridos e apropriados pelas comunidades locais em Angola.

A agência celebra o facto do município de Kilamba Kiaxi ser um dos primeiros a estabelecer e a gerir a sua base de dados sobre a água e saneamento para os seus mais de 200 mil habitantes.

Governos

Falando à Rádio ONU, das Ilhas de Fiji, a relatora especial da ONU para o Direito à Água e Saneamento, Catarina de Albuquerque, pediu uma abordagem inovadora dos governos para melhorar a gestão local.

“É fundamental ter uma estratégia, ter uma visão para o setor, dentro de cada país. Acho que esse é o primeiro passo da realização deste direito – é que o governo possa sentar não só com o ministério que tem a competência na água e de saneamento, mas também outros ministérios, porque o impacto água e do saneamento ou sua falta noutros direitos é enorme”, frisou.

Parceiros

Em Angola, prevê-se que parte do tratamento das instalações da água esteja a cargo das populações locais, numa iniciativa levada a cabo pelo Pnud e os seus parceiros, incluindo o governo.

A capital angolana, Luanda, e a cidade de Moxico já beneficiaram de obras para melhorar o acesso das populações à água limpa e a melhores instalações sanitárias.

Municípios

A nível local, mais de 100 funcionários governamentais formados em matérias de gestão de água, incluindo o planeamento e a recolha de dados, trabalham para melhorar a gestão junto de municípios.

De acordo com o Pnud, a ideia é reduzir o consumo de água contaminada dos rios, que expõe as populações a doenças como a cólera ou as obriga ainda a gastos de valores altos para a compra do recurso de baixa qualidade em vendedores privados.

 

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