OIT pede mais parcerias público-privadas no combate ao HIV
BR

23 julho 2012

Na Conferência Internacional sobre Aids, em Washington, agência ressalta a importância de políticas para reduzir o estigma e a discriminação no ambiente de trabalho.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, está fazendo um apelo “para mais envolvimento do setor privado” na resposta global ao HIV.

Na Conferência Internacional sobre Aids, que acontece em Washington, a OIT destacou a importância de políticas que reduzam o estigma e a discriminação no ambiente de trabalho.

Parcerias

No encontro, a chefe do Programa de HIV/Aids da OIT, Alice Ouedraogo, explicou que parcerias entre os setores público e privado “permitem a criação de programas de prevenção entre populações vulneráveis e para o tratamento do vírus”.

De Brasília, o coordenador do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, no Brasil, Pedro Chequer, falou à Rádio ONU sobre a importância da participação de pequenas empresas.

“Nós vimos esse apelo da OIT como bastante apropriado e oportuno. Estigma e discriminação ainda é um problema, bem distinto dos anos 80 e 90, bastante reduzido em relação àquela época, mas ainda é um problema. As grandes empresas, de modo geral, fazem ações. Mas o nosso problema são as pequenas empresas e de médio porte, que necessitam, efetivamente, estar mais envolvidas nas ações de prevenção da aids e redução do estigma e discriminação.”

África Lusófona

A OIT está formando parcerias com 3 mil empresas em todo o mundo, fornecendo apoio técnico para o desenvolvimento de políticas sobre HIV.

Em Moçambique, mais de 600 companhias já implementaram programas de prevenção à aids e colocaram funcionários em contato com tratamento e cuidados.

Por meio de um sistema de monitoramento, as empresas moçambicanas fornecem ao programa nacional de aids informações sobre suas atividades de resposta ao HIV. Projetos similares estão em andamento na Índia e em países do Caribe.

A 19ª Conferência Internacional sobre Aids reúne cerca de 25 mil participantes, entre representantes de governos, da sociedade civil, cientistas e pessoas convivendo com o HIV. O encontro vai até sexta-feira, na capital americana.

 

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