Agências reagem à morte de terceiro trabalhador humanitário no Paquistão

23 julho 2012

Muhammad Ishaq foi morto a tiros, em Karachi, na sexta-feira à noite; ele actuava na campanha de erradicação da poliomielite no país.

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Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A morte de um trabalhador comunitário no Paquistão foi condenada, esta segunda-feira, pela Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Fundo da ONU para a Infância, Unicef.

Em comunicado conjunto, as duas agências declararam-se “profundamente tristes” com a morte de Muhammad Ishaq, alvejado a tiros na sexta-feira à noite, em Gadap, na cidade de Karachi.

Erradicação

A vítima participava da campanha de erradicação da poliomielite no Paquistão, que  há vários meses tem imunizado crianças contra a  doença.

No princípio da semana passada, a vacinação foi suspensa quando dois membros da OMS, que trabalhavam na campanha também foram baleados.

Perda

As duas agências da ONU afirmaram que Mohammed Ishaq era um trabalhador dedicado, e enviaram pêsames à família pela “trágica perda.”

A doença continua endémica no Paquistão, Afeganistão e Nigéria.

Apesar do incidente, a  OMS e o Unicef afirmaram que a campanha de imunização deve continuar no Paquistão.

A poliomielite é uma doença altamente contagiosa e causada por um vírus que pode levar à paralisia permanente em apenas algumas horas. A infecção não tem cura mas pode ser evitada com vacinação.

*Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 

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