FAO revela lições da fome na Somalia, um ano depois

20 julho 2012

Após declaração de zonas de fome no país do Corno de África, FAO celebra impacto de iniciativas que incluem novas áreas de irrigação e o projeto da troca de dinheiro pelo trabalho.

[caption id="attachment_210034" align="alignleft" width="350" caption="Somália: ajuda internacional deve continuar "]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A visão de investir na resistência das populações fica como lição da crise  fome na Somália, indica a Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO.

Há um ano, a agência declarou várias partes do sul como zonas de fome, por terem chegado ao nível mais grave da crise alimentar. O cenário da região, tida como a mais grave, envolvia mais de 2,8 milhões famintos e milhares de mortes.

Programas

Falando à Rádio ONU, de Roma, a chefe das Operações de Emergência da FAO para África e Américas, Cristina Amaral, referiu-se a iniciativas como àreas de irrigação e o projeto da troca de dinheiro pelo trabalho, que actualmente beneficia 3,4 milhões de somalis.

“Esta visão de investir sobre a resiliência e pensar que, ao responder a uma crise devemos tentar deixar atrás qualquer coisa melhor do que se encontrava antes e, através da resposta à crise, aproveitar como isso um momento de transformação para que as pessoas de adaptem e possam estar mais preparadas para responder no futuro”.

Vítimas

Quando a fome foi declarada, o país tinha cerca de 3,7 milhões de vítimas  das quais mais de seis em cada dez careciam de assistência humanitária urgente.

Apesar de o país estar a caminho da recuperação, a FAO alerta que é crucial que a ajuda internacional continue a chegar, para que seja salvaguardada a segurança alimentar.

Impacto

Cristina Amaral abordou o exemplo do impacto das intervenções contra a fome na Somália em crises como a da região africana do Sahel.

“A crise já é o suficiente para se começar a responder para evitar que a situação deteriore. No Sahel estamos também a trabalhar muito com a pequena irrigação com as culturas nas zonas dos oásis, também apoiando o setor pecuário, porque em todas estas zonas, são zonas de transumâncias, existe uma cultura de nomadismo e às vezes não há sempre o melhor acesso aos serviços veterinários. Investir também em culturas que têm maior resistência à seca.”

Na Somália, a última previsão da FAO indica a ocorrência de chuvas reduzidas ou abaixo da média em 2012, o que terá impacto sobre os mais pobres.

Espera-se que diminuam as colheitas de sorgo em várias àreas do sul, incluindo a região da Baía, que é responsável por quase dois terços da produção do cereal em todo o país.

 

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