Apelo à criação de “agenda de tolerância” para combate ao HIV na Cplp

19 julho 2012

Representante do Onusida no Brasil aponta necessidade de um maior respeito à diversidade; novo relatório da agência indica que na África Subsaariana vivem três de cada quatro jovens que vivem com o vírus.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa devem aprofundar a sua agenda para abordar as facetas do estigma e discriminação contra grupos de risco e Pessoas Vivendo com o HIV.

A intenção foi manifestada à Rádio ONU, numa entrevista concedida esta quarta-feira pelo coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Sida, Onusida, no Brasil.

Orientação Sexual

Falando de Brasília, após o lançamento do relatório “Juntos Vamos Acabar com a Sida”, Pedro Chequer alertou para uma série de questões, incluindo às relacionadas com a orientação sexual.

“Nós sabemos que há grande quantidade, no Brasil e também nos países, de crimes homofóbicos. Então, há necessidade de avaliar a legislação e construir uma agenda de tolerância e de respeito à diversidade para que possamos fortalecer a democracia, implementando os direitos humanos consignados na Carta Magna Universal e, com isso, fazer com que não apenas na área da Aids (Sida) mas o país possa avançar também na questão da equidade social”.

Recursos

Chequer lembrou que a Onusida tem insistido na necessidade de alocação de mais recursos para combater a epidemia.

O relatório aponta que, enquanto a maioria dos países desenvolvidos manteve os recursos para acões de combate ao vírus em 2012, a África do Sul destacou-se ao libertar US$  1,9 mil milhões para lidar com a epidemia.

“Nos países da Cplp que esses recursos sejam multiplicados e que possam, efectivamente, estabelecer benefícios à rede pública do sistema de saúde como um todo, não apenas na área da Aids. Temos, efectivamente, que pensar numa agenda mais ampla, onde a equidade social e as questões do acesso ao diagnóstico da Aids, seu tratamento e outras patologias estejam presentes cada vez mais”, referiu.

Jovens

De acordo com o relatório do Onusida, a África Subsaariana tem três de cada quatro jovens que vivem com o vírus que pode provcar a Sida no planeta.

A nível global, cerca de 8 milhões, dos 34 milhões de pessoas vivem com o HIV, recebem tratamento. Apesar do número de beneficiários dos medicamentos ser recorde, apenas 54% dos elegíveis têm acesso.

 

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