Brasil diminui gastos com antirretrovirais em US$ 95 milhões
BR

18 julho 2012

Novo relatório do Unaids destaca iniciativa de sucesso do país para reduzir custos com medicamento; mais de 34 milhões de pessoas no mundo vivem com aids.

Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

O Brasil é citado com destaque em novo relatório do Programa da ONU sobre Aids, Unaids, pela iniciativa em reduzir os custos com a terapia antirretroviral.

Segundo o documento “Juntos Vamos Acabar com a Aids”, após a licença compulsória na produção do efavirenz, o país conseguiu economizar US$ 95 milhões entre 2007 e 2011.

Recursos Domésticos

De acordo com o programa, o Brasil já consegue financiar todo seu programa de resposta ao HIV com recursos domésticos. De Brasília, o diretor do Unaids no país, Pedro Chequer, lembra que houve queda também no valor dos antirretrovirais.

“Em relação ao Brasil, o preço de medicamentos é outro aspecto importante. Tivemos uma queda do preço dos medicamentos, mas há a necessidade de se utilizar mais as flexibilidades do acordo de Doha e fazer com que os países possam produzir genéricos localmente, independente da existência de patentes. O Brasil está produzindo efavirenz, que faz parte do elenco de medicamentos que o Brasil doa aos países, como Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Guiné-Bissau e alguns países da América Latina.”

Pioneirismo

Pedro Chequer destaca que o Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a adotar política de acesso universal para o tratamento da aids. A América Latina é a região com maior cobertura à terapia antirretroviral: 70%, sendo que o número de mortes relacionadas ao HIV caiu para 57 mil no ano passado.

Segundo o Unaids, mais de 34 milhões de pessoas no mundo têm o HIV. As novas infecções diminuíram 20% nos últimos 10 anos.

Crianças e Jovens

Apesar do número de pacientes com acesso ao tratamento ser recorde, apenas 54% daqueles que são elegíveis tomam os medicamentos, indica o relatório.

O documento também aponta progressos na redução de novas infecções entre crianças. Entre os jovens com o vírus da aids, 75% estão na África Subsaariana.

O relatório está sendo lançado às vésperas da Conferência Internacional da Aids, que começa domingo em Washington. O encontro será realizado pela primeira vez nos Estados Unidos em mais de 20 anos.

 

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