Ban espera acordo sobre crise síria no Conselho de Segurança

18 julho 2012

Secretário-Geral diz acreditar em posição em prol do avanço de ações para lidar com a situação do país do Médio Oriente; mandato da Missão de Supervisão da ONU na Síria expira na sexta-feira.

[caption id="attachment_216786" align="alignleft" width="350" caption="Ban Ki-moon"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral considerou “muito positivos” os encontros que manteve para abordar a crise síria com o presidente da China, Hu Jintao, e o ministro dos Negócios Estrangeiros Yang Jiechi.

Falando esta quarta-feira em Pequim, Ban Ki-moon disse estar esperançado de que o Conselho de Segurança possa chegar a um acordo sobre o avanço de ações para lidar com a situação do país do Médio Oriente.

Crise

As declarações foram feitas no dia em que os 15 Estados-membros do órgão devem abordar a violência, que ocorre desde os protestos contra o governo do presidente sírio Bashar al-Assad, iniciados há cerca de 16 meses.

A ONU estima que mais de 10 mil pessoas, a maioria civis, foram mortos e dezenas de milhares foram desabrigados, enquanto organizações não-governamentais consideram que o número ultrapasse os 15 mil.

Ban disse que a sua expectativa é que o Conselho se manifeste “conjuntamente e de uma forma unida para ajudar a acabar com o derramamento de sangue e permitir que os sírios iniciem o diálogo político que leve à transição.”

Mandato

A reunião ocorre à beira do fim do mandato da Missão de Supervisão da ONU na Síria, Unmis, a 20 de Julho. A representação suspendeu  recentemente as suas patrulhas regulares, devido à escalada da violência.

Tanto o Secretário-Geral como o enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, abordaram a necessidade de uma “ação coletiva e decisiva” dos países sobre a situação no país.

Moscovo

Kofi Annan, que  terminou esta terça-feira a sua visita de dois dias  a Moscovo, disse ter mantido uma “discussão positiva” em torno de medidas necessárias para o fim da violência e de assassinatos na Síria.

Nos encontros que manteve com  presidente russo, Valdimir Putin, e o chefe da diplomacia, Serguei Lavrov, o enviado disse que abordou, igualmente, os procedimentos com vista a uma transição política na Síria.

 

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