ONU fala de intimidação contra jornalistas e ativistas na Etiópia

18 julho 2012

Recentemente, 20 profissionais de informação e figuras da oposição etíope foram condenados ao abrigo da lei antiterrorismo; reação segue-se à da Comissão Africana de Direitos Humanos.

[caption id="attachment_216770" align="alignleft" width="350" caption="Navi Pillay"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestou grave preocupação com o que chamou “atual clima de intimidação contra ativistas e jornalistas” na Etiópia.

Em nota publicada, esta quarta-feira, em Genebra, Navi Pillay, disse que no país têm sido usadas leis “excessivamente generalistas” sobre o terrorismo e impostas restrições às organizações da sociedade civil.

Figuras da Oposição

Recentemente, 20 profissionais de informação e figuras da oposição etíope foram condenados ao abrigo da lei antiterrorismo, incluindo o famoso bloguista Eskinder Nega.

Para Pillay, a vaga de detenções trouxe à tona “a gritante situação precária” de jornalistas, defensores dos direitos humanos e críticos do governo. A alta comissária pediu que haja um esforço governamental para garantir a independência do judicial.

Legislação

Uma sugestão foi avançada no sentido das autoridades reverem as legislações antiterrorismo e sobre organizações da sociedade civil, além da sua aplicação e interpretação pelos tribunais.

Pillay considerou que o que chamou de “sentenças duras” contra jornalistas e críticos do governo além das restrições às Ongs de Direitos Humanos no país, têm sufocado a dissidência e minado seriamente a liberdade de opinião e de expressão na Etiópia.

Antes, a Comissão Africana de Direitos Humanos “expressou alarme” com a perseguição de jornalistas e de membros da oposição na Etiópia, sob acusações de terrorismo e de traição.

 

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