Economia angolana deve crescer 7% este ano, indica o FMI

17 julho 2012

Instituição aponta, entretanto, a vulnerabilidade da economia angolana face ao declínio dos preços do petróleo; avaliação prevê também um aumento da receita fiscal devido a reformas na administração no setor.

[caption id="attachment_202182" align="alignleft" width="350" caption="Sede do FMI"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Angola deve ter crescimento económico global em torno de 7% devido à retoma da produção petrolífera em 2012, indica o Fundo Monetário Internacional, FMI.

Nesta segunda-feira, a instituição publicou um relatório, em Washington, sobre a primeira monitorização ao programa de ajuda ao país. O documento refere-se à vulnerabilidade da economia angolana face ao declínio dos preços do petróleo.

Investimento Público

Gradualmente, os setores energético, de transporte e de construção poderão beneficiar de programas de investimento público, indica a instituição. Entretanto, a seca deve afectar a produção agrícola e aos preços alimentares.

O FMI prevê também um aumento da receita fiscal, como resultado das reformas na administração no setor, mas alerta que o desempenho não poderá compensar totalmente à queda das receitas do petróleo.

Desafios

Entretanto, os desafios colocados pelo FMI às autoridades angolanas incluem a definição de um quadro fiscal global a médio prazo e o aumento de reservas internacionais perante o ambiente de grandes riscos externos.

A avaliação chama igualmente a atenção para a necessidade de se “permitir que haja uma transformação estrutural e diversificação da economia” com vista a promover um crescimento mais inclusivo.

 

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