Cineastas lusófonos no debate sobre promoção da cultura africana
Continente é representado por profissionais da sétima arte de Angola, Cabo Verde e Moçambique; evento junta 50 representantes de África, do Brasil e das Caraíbas.
[caption id="attachment_216386" align="alignleft" width="350" caption="Cinema e cultura africana em destaque "]
Camilo Malheiros Freire, da Rádio ONU em Nova Iorque. *
Quatro cineastas de Angola, Cabo Verde e Moçambique representam os seus países no debate internacional sobre a promoção da influência da cultura africana no cinema mundial.
O tema será abordado até quarta-feira, por um grupo de 50 profissionais da indústria, reunido no segundo Encontro de Cineastas da África, do Brasil e das Caraíbas, na capital da República Dominicana, Santo Domingo.
Motivações
A Rádio ONU falou com o participante brasileiro João Zito Araújo, que explicou as motivações por detrás do evento, co-organizado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco.
“O cinema, mais preocupado com o mercado, tende a repetir estereótipos dentro de um contexto mais tradicional, em que a maior parte dos personagens são brancos e que não reflete a cara do povo das ruas. Então, por isso, eu acho esse encontro importante. Ele tem esse objetivo de buscar estabelecer políticas comuns para que a gente consiga mudar essa realidade”, referiu.
Diversidade
O evento, que junta 26 países, enfatiza a promoção da diversidade cultural, além de demonstrar como a cultura pode contribuir com o desenvolvimento sustentável.
Os profissionais do ramo pretendem, igualmente, abordar formas eficazes para produzir e disseminar a sétima arte de origem africana e afrodescendente no mundo.
*Apresentação: Eleutério Guevane.