Annan condena novos ataques na Síria que podem ter matado mais de 200
BR

13 julho 2012

Enviado especial pediu a “governos com influência” que façam mais para que a violência acabe no país arabe; mortes ocorreram, nesta quinta-feira, no vilarejo de Tremseh.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, afirmou estar “chocado e horrorizado” com notícias sobre a morte de civis no vilarejo de Tremseh, perto da cidade de Hama.

Em nota, Annan disse que foram usados tanques, helicópteros e artilharia pesada nos ataques.

Tropas e Milícias

Ele lançou o que chamou de “um apelo desesperado” pelo fim da violência dizendo que “governos que têm influência” sobre a Síria devem exercê-la e fazer mais para acabar com as mortes.

Segundo agências de notícias, mais de 200 pessoas morreram nos ataques, realizados nesta quinta-feira, por tropas do governo e milícias que apoiam o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Para o enviado especial Kofi Annan, os ataques são uma violação da decisão do governo de parar de usar armamentos pesados em centros residenciais, além da quebra do compromisso com o Plano de Seis Pontos, proposto por Annan.

Movimento dos Monitores

Ele afirmou que a Missão Observadora Militar das Nações Unidas na Síria, Unsmis, está pronta para verificar os fatos. E disse ainda que a liberdade de movimento dos monitores da ONU tem que ser respeitada.

Em ocasiões anteriores, o presidente Bashar al-Assad negou envolvimento de tropas do governo em ataques a civis, e disse que os mesmos estariam sendo praticados pelo que ele chamou de “terroristas armados.”

 

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