Ban pede diálogo a líderes do Ruanda e da RD Congo sobre avanço do M23

11 julho 2012

Secretário-Geral quer “medidas possíveis” para resolver crise de segurança criada por antigos elementos do exército congolês liderados pelo general Bosco Ntaganda.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU manifestou grave preocupação com relatos de que o grupo armado de antigos soldados a atuar no leste da República Democrática do Congo, RD Congo, está a receber apoio externo.

A posição foi revelada pelo porta-voz de Ban Ki-moon, esta quarta-feira, em Nova Iorque.

Amotinados

O grupo, conhecido como M23, é composto por antigos elementos do exército, que se amotinaram, em Abril, sob a liderança do general Bosco Ntaganda, que é procurado pelo Tribunal Penal Internacional, TPI.

A instituição acusa o ex-oficial de cometer crimes de guerra, além de recrutar e usar crianças em combates, ocorridos entre 2002 e 2003, no norte e sudeste do país. Ntanganda nega as acusações.

Segurança

Ban Ki-moon apela aos presidentes ruandês Paul Kagame e o seu homólogo congolês Joseph Kabila a abordarem a situação humanitária e a deterioração da segurança.

Para o Secretário-Geral é necessário “identificar as medidas possíveis para resolver a crise”, que seja feito o possível para dissuadir o avanço do M23 além da cessação imediata dos combates.

Mais de 100 mil congoleses já fugiram para o Ruanda e o Uganda, devido ao aumento de combates entre tropas do governo e o M23, nas províncias de Kivu Norte e Kivu Sul no leste da RD Congo.

 

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