Annan diz que conflito na Síria ameaça Oriente Médio e o mundo
BR

30 junho 2012

Em reunião do Grupo de Ação para o país, em Genebra, enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe pediu ação dos países presentes incluindo China e Rússia; organizações de direitos humanos dizem que violência matou ao menos 13 mil pessoas desde março de 2011.

[caption id="attachment_214107" align="alignleft" width="350" caption="Kofi Annan"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A violência política na Síria é uma ameaça de crise para Oriente Médio e para o mundo. A afirmação é do enviado especial da ONU e da Liga Árabe ao país, Kofi Annan.

Ele discursou durante uma reunião de emergência do Grupo de Ação para a Síria. Ao encontro compareceram representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, além de integrantes do Catar, do Iraque, da Turquia e do Kwait.

Plano de Seis Pontos

Na reunião, neste sábado em Genebra, Annan disse que a situação jamais deveria ter chegado aonde está. Ele reconheceu que o Plano de Seis Pontos, que propôs um cessar-fogo em 12 de abril, não foi implementado.

Segundo Kofi Annan, nada pode ser feito sem a participação da China e da Rússia; os dois países se opuseram a várias resoluções do Conselho de Segurança que pediam ações mais contundentes para acabar com a matança na Síria.

Organizações de direitos humanos afirmam que pelo menos 13 mil pessoas já morreram no país desde o início das manifestações pró-democracia em março de 2011.

“Forças Externas”

Para o presidente sírio, Bashar al Assad, seu país está sendo alvo de uma campanha de “forças externas e de terroristas”.

No mês passado, mais de 100 pessoas incluindo mulheres e crianças foram mortas em ataques no vilarejo de Houla.

O enviado especial Kofi Annan agradeceu a presença do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, ao encontro deste sábado, assim também como o líder da Liga Árabe.

Ele encerrou dizendo que se a comunidade internacional permanecer dividida, as chances de sucesso irão diminuir. Annan afirmou que, embora tenham manifestado apoio ao plano de paz, alguns países tomaram decisões isoladas, o que segundo ele “minaram o trabalho do enviado especial.”

No encerramento da sessão, foi anunciada uma proposta de criação para um governo de transição incluindo membros da oposição e do atual gabinete. Kofi Annan anunciou que o Grupo de Ação para a Síria foi formalizado, e deve se reunir periodicamente a partir de agora.

 

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