Guiné-Bissau não pode ser dirigida por duas entidades, indica Cplp

29 junho 2012

Embaixador de Angola junto da ONU indica que não pode haver duas entidades a dirigir o país, umas que sejam legais e umas que não sejam; Angola assume a presidência rotativa do bloco de língua portuguesa.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque*.

O embaixador de Angola junto das Nações Unidas, Ismael Martins, disse que a Guiné-Bissau não pode ser dirigida por duas entidades, as que sejam legais e umas que não sejam. A nação assume a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp

Falando em exclusivo à Rádio ONU, após o encontro do grupo, em Nova Iorque, Martins disse que a Guiné-Bissau deve retornar ao estatuto anterior ao golpe militar de 12 de abril.

Processo

“Um processo eleitoral que havia sido iniciado e que foi interrompido não quer dizer que tenha terminado. Talvez seja a necessidade de refazer o processo eleitoral e através deste processo serem eleitos de forma democrática e transparente as autoridades que devem a dirigir a Guiné-Bissau. Não pode haver duas entidades a dirigir, umas que sejam legais e umas que não sejam. Tem que haver uma”, indicou.

A 19 de Julho, Moçambique recebe o testemunho da presidência rotativa da Cplp, num ato que vai marcar igualmente a eleição de um novo secretário executivo para o bloco.

Governo

Desde o golpe militar, foram destituídos dos seus cargos, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, e o presidente interino, Raimundo Pereira, além de ministros que compunham o executivo.

Carlos Gomes Júnior foi também o lêder da primeira volta das eleições presidenciais, que seriam finalizadas duas semanas após a intervenção militar.

*Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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