Irã condena três irmãos à morte, relatores da ONU criticam execuções
BR

28 junho 2012

Em comunicado conjunto, especialistas repudiram as sentenças de quatro membros da minoria dos árabes awazi, no último dia 19.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Um comunicado, assinado por três relatores da ONU e emitido nesta quinta-feira, condenou o Irã por execuções sumárias e torturas praticadas no país.

O documento repudiou a pena de morte a quatro membros da minoria Árabe Awazi. Entre os condenados havia três irmãos. A sentença foi executada no último dia 19, após um julgamento, que segundo relatos, teria sido injusto.

Garantias

Abdul Rahman Heidarian, Abbas Heidarian, Taha Heidarian e Ali Sharif foram presos em abril quando participavam de um protesto. Eles teriam sido condenados, segundo a lei iraniana por “inimizade a Deus” e “corrupção na Terra.”

Os relatores disseram que a pena de morte é a mais extrema das punições. Segundo eles, de acordo com leis internacionais, ratificadas pelo Irã, em 1975, reus de pena de morte têm o direito de receber garantias de um julgamento justo.

Tráfico e Consumo

Somente este ano, o Irã já efetuou 25 penas de morte em público. Mesmo após a decisão do chefe de Justiça do país de banir as execuções.

Ao todo, já foram decretadas 140 execuções, mas há indicações de que o número poderia chegar a 220, desde janeiro.

A maioria das penas é relacionada a crimes ligados ao consumo ou tráfico de drogas.

 

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