Estudo recomenda reforma universitária no norte de África e Médio Oriente

26 junho 2012
Banco Mundial destaca necessidade de maior responsabilidade e inclusão; mais de três em cada quatro jovens de idades entre 15 e 24 anos estão no desemprego.

Eleutério Guevane da Rádio ONU em Nova Iorque.

O número crescente de desempregados com ensino superior demonstra uma desconexão entre o ensino universitário e as necessidades dos jovens para evoluir e prosperar no norte de África e no Médio Oriente.

A constatação é de uma pesquisa recente apoiada pelo Banco Mundial que envolveu 41 universidades  em Marrocos, Egito, Tunísia, Cisjordânia e Faixa de Gaza.

Reformas

O estudo “Universidades Através do Espelho: Melhores Práticas de Governação para a Modernização do Ensino Superior no Médio Oriente e no Norte de África” destaca a necessidade urgente de reformas no setor.

Nos países da região, a taxa de desemprego em jovens com idades entre 15 e 24 anos pode atingir até 31%, considerada a maior do mundo nos últimos dez anos.

Primavera Árabe

O trabalho chama a atenção para as exigências do movimento de protestos que foi conhecido por “primavera árabe”, que além de derrubar líderes na Tunísia, no Egito, no Iémen e na Líbia irrompeu no Bahrein e na Síria.

Segundo refere, às instituições é exigida maior responsabilidade e inclusão e ressalta que a forma de funcionamento das universidades bem como os serviços oferecidos tem estado sob intenso escrutínio dos jovens.

O trabalho observa que uma educação que corresponda às exigências do mercado de trabalho é essencial, embora o crescimento económico determine a quantidade e qualidade dos empregos que devem ser criados.

 

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