Chefe do Acnur pede maior atenção a deslocados por mudanças climáticas
BR

22 junho 2012

Na Rio+20, António Guterres lembra de indivíduos que não cabem na definição de refugiados; ele disse esperar “união internacional”.

[caption id="attachment_209332" align="alignleft" width="350" caption="António Guterres"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

O alto comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, disse esperar que após a Rio+20 haja união internacional para lidar com as lacunas para atender indivíduos que não “cabem na definição de refugiado.”

Durante a conferência, Guterres falou sobre problemas causados pela interação entre a urbanização e tendências como o aumento populacional, escassez de água, insegurança alimentar e mudanças climáticas.

Circunstâncias

António Guterres concedeu entrevista exclusiva à Rádio ONU, nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro.

“Espero que seja possível à comunidade internacional unir os seus esforços no sentido das lacunas de proteção, que existem em relação a aqueles que são forcados a mover-se, e não cabem na definição estrita de refugiado. Porque não são vítimas de conflito ou de perseguição, mas de um conjunto de circunstancias que interagem entre si, como as alterações climáticas, aumento da população, questões de insegurança alimentar, de escassez de água.”

Estudo

António Guterres apresentou na Rio+20 o estudo "Mudanças Climáticas, Vulnerabilidade e Mobilidade Humana".

De acordo com a pesquisa do Acnur, as alterações climáticas podem desempenhar um papel na movimentação de pessoas em áreas de conflito e, potencialmente, além-fronteiras.

*Apresentação: Leda Letra, com reportagem de Mônica Villela Grayley, enviada especial da Rádio ONU ao Rio de Janeiro.

 

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