Violência religiosa já provocou mais de 100 mortos na Nigéria, aponta ONU

22 junho 2012
Alta comissária para os Direitos Humanos diz que o grupo religioso Boko Haram e outras entidades podem ser castigados por crimes contra a humanidade.

[caption id="attachment_216770" align="alignleft" width="350" caption="Navi Pillay"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais de 100 pessoas já morreram devido à recente onda de violência religiosa levada a cabo pelo grupo Boko Haram na Nigéria, refere o Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

De acordo com agências noticiosas, atentados suicidas ocorridos em três igrejas do norte do estado nigeriano de Kaduna, no último domingo, marcaram o início dos confrontos.

Retaliação

Numa conferência de imprensa realizada esta sexta-feira, em Genebra, o escritório aponta que pelo menos 30 pessoas morreram em ataques de retaliação de jovens cristãos que montaram pontos de verificação.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos pediu aos líderes religiosos do país que redobrem seus esforços para conter o que considera “manifestações perigosas de intolerância religiosa e de violência intercomunitária.”  A mensagem foi dirigida a muçulmanos e a cristãos.

Tensões

Navi Pillay disse que, caso sejam julgados e considerados culpados dos ataques generalizados ou sistemáticos contra civis, elementos do  Boko Haram e de outros grupos ou entidades podem ser castigados por crimes contra a humanidade.

A comissária condenou os “repetidos ataques de Boko Haram contra os locais de culto, a liberdade religiosa, bem como as ações para agitar as tensões sectárias e violência” entre nigerianos.

Um apelo foi lançado às autoridades locais e nacionais para que tomem medidas eficazes com vista a ajudar às vítimas e a acalmar os ânimos, devido aos discursos inflamatórios ou que expressem ódio.

Para Pillay, o processo deve envolver além das partes do conflito,  a sociedade civil e os líderes religiosos.

 

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