Perita destaca pobreza e desigualdade, apesar de crescimento em Timor-Leste

21 junho 2012

No Conselho de Direitos Humanos, relatora da ONU sobre a Pobreza Extrema e Direitos Humanos indica que taxa de desemprego e de vulnerabilidade do emprego ronda 70%.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A relatora da ONU sobre a Pobreza Extrema e Direitos Humanos disse que uma realidade difícil da pobreza e desigualdade esconde-se por detrás dos progressos nos indicadores de crescimento macroeconómico de Timor-Leste.

Falando esta quinta-feira no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra Magdalena Sepúlveda disse que a pobreza continua a alastrar-se, com 41% da população a viver com menos de um dólar por dia.

Desnutrição Crónica

No seu relatório, a perita indica que cerca de seis em cada dez crianças timorenses sofrem de desnutrição crónica, e que a taxa de desemprego e de vulnerabilidade no trabalho ronda os 70%.

Sepúlveda fez notar, entretanto, a ocorrência de progressos significativos para a consolidação da paz e segurança, além do rápido crescimento económico timorense.

Petróleo e Gás

O informe destaca que os progressos foram catalisados por reservas consideráveis de petróleo e gás, que levaram o país a fazer parte das nações com desenvolvimento médio.

No entanto, aponta que o crescimento económico verificado recentemente não se traduziu em melhorias significativas nas condições de vida ou na criação de emprego para a maioria do povo timorense.

Para desenvolver de forma equilibrada, foi recomendado ao país que diversifique a economia para que seja menos dependente do petróleo. Foi igualmente sugerido às autoridades de Dili, que tornem a indústria sustentável e que assegurem que os recursos sejam "preservados para as gerações futuras."

 

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