Declaração final da Rio + 20 fortalece papel do programa do meio ambiente da ONU
BR

19 junho 2012

Negociador-chefe do Brasil, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, disse que Pnuma contará também com mais participação da sociedade civil, de acordo com proposta da conferência.

Mônica Villela Grayley, enviada especial da Rádio ONU ao Rio de Janeiro.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, deverá sair fortalecido das negociações da Rio + 20. A informação faz parte do esboço da declaração final da conferência da ONU, aprovado por representantes de 193 países presentes no Riocentro.

Nesta quarta-feira, mais de 120 chefes de Estado e governo estarão no Rio de Janeiro para o encontro de alto nível, que deve durar até o dia 22.

Sociedade Civil

Um dos pontos do documento é a ampliação do Pnuma numa estrutura maior que a atual para que o programa possa responder aos crescentes desafios do meio ambiente.

Segundo o embaixador Luiz Alberto Figueiredo, negociador-chefe do Brasil na Rio + 20, a partir de agora, a sociedade civil deverá ter uma participação ainda maior no tema.

“O Pnuma deve ter um programa maior de capacitação dos países. Deve haver também uma maior participação da sociedade civil na tomada de decisão do Pnuma.”

Multilateralismo

O esboço da declaração final foi aprovado na madrugada desta terça-feira após rodadas intensas de negociação no Riocentro. Durante a entrevista a jornalistas, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, afirmou que o consenso para a aprovação do esboço era uma vitória também do multilateralismo.

Durante uma entrevista à Rádio ONU, na semana passada, Patriota destacou a importância do multilateralismo para a diplomacia brasileira.

“O Brasil é um grande entusiasta do multilateralismo, é um país que investe no seu aperfeiçoamento. Hoje em dia, em que constatamos a evolução da geopolítica internacional para um cenário mais multipolar, nós queremos trabalhar para que essa multipolaridade seja uma multipolaridade de cooperação e não da confrontação da rivalidade e da falta de comunicação.”

Segundo as Nações Unidas, o texto aprovado e que será entregue aos chefes de Estado e governo na Rio + 20 tem 49 páginas, 32 a menos que a versão que saiu de Nova York, há duas semanas para ser debatida no Rio.

 

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