Brasil em quinto lugar em novo Índice de Riqueza Inclusiva da ONU
Nova referência de sustentabilidade vai além do Produto Interno Bruto e do Índice de Desenvolvimento Humano; país também aparece entre os que esgotaram significamente a soma dos recursos naturais.
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.
As Nações Unidas lançaram neste domingo, no Rio de Janeiro, o Índice de Riqueza Inclusiva, IRI, um novo indicador voltado para incentivar a sustentabilidade.
Segundo a ONU, o novo índice vai além dos parâmetros de economia e desenvolvimento avaliados na medição do PIB e do IDH. A nova medição leva em conta os capitais manufaturado, humano e natural.
Recursos Naturais
Entre as 20 nações analisadas, o Brasil aparece em quinto lugar no Índice de Riqueza Inclusiva, atrás apenas da China, Alemanha, França e Chile.
Mas o relatório do IRI aponta o Brasil entre os países que esgotaram de forma significativa seus recursos renováveis e não renováveis, como combustíveis fósseis, florestas e pesca.
O documento avaliou mudanças na riqueza inclusiva entre 1990 e 2008. No período analisado, houve diminuição de 25% dos recursos naturais per capita do Brasil.
O indicador foi divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma e pela Universidade da ONU.
Século 21
O diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, defendeu que a “Rio+ 20 é uma oportunidade para abandonar o Produto Interno Bruto como medida de prosperidade no século 21”. Ele destacou que o PIB não serve para medir o bem-estar humano, as questões sociais e os recursos naturais de uma nação.
O relatório sobre o Índice de Riqueza Inclusiva deverá ser publicado a cada dois anos. Os países avaliados representam 56% da população mundial e 72% do PIB global.