Mais de 130 milhões de crianças trabalham na agricultura, alerta FAO

12 junho 2012

Mensagem alusiva ao Dia Internacional contra o Trabalho Infantil, celebrado neste 12 de Junho, realça que atividade é um abuso aos direitos humanos e trava o desenvolvimento.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Organização da ONU para a Agricultura e Alimentação, FAO, alertou para o risco de não ser cumprido o objetivo de eliminação das piores formas de trabalho infantil no mundo até 2016.

Numa mensagem alusiva ao Dia Internacional contra o Trabalho Infantil, celebrado neste 12 de Junho, a agência pede mais esforços para combater o fenómeno.

Trabalho

Mais de 130 mil rapazes e meninas, entre cinco e 17 anos, estão envolvidos na agricultura, criação de gado, pescas e florestas. De acordo com a  Organização Internacional do Trabalho, OIT, existem cerca de 215 milhões trabalhadores infantis em todo o planeta.

Em declarações à Rádio ONU, de Brasília, a secretária executiva do Programa Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Isa Oliveira, falou da sua experiência de abordagem da matéria com nações africanas de língua portuguesa.

Valores

“Há ainda uma maior dificuldade a ser enfrentada na questão dos valores culturais. Porque são valores de longa data e que promovem o trabalho infantil como uma alternativa ou uma solução para a pobreza. O trabalho infantil é um reprodutor da pobreza e da exclusão social”, considerou.

A OIT defende que grande parte das crianças envolvidas no trabalho infantil exerce tarefas perigosas. Apenas uma em cada cinco é paga.

Abuso

Na nota, o diretor da FAO, José Graziano da Silva diz que o envolvimento infantil na agricultura é um abuso aos direitos humanos e um obstáculo para o desenvolvimento tanto do sector como da segurança alimentar.

Em 2006 governos, trabalhadores e empregadores concordaram em eliminar o trabalho infantil incluindo as formas perigosas, até 2016. Um plano para o efeito,  que destaca a predominância do trabalho infantil, veio a ser aprovado em 2010.

 

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