Mais de mil refugiados angolanos regressam da RD Congo por semana

8 junho 2012

Acnur anuncia investimento em esforços adicionais para promover o repatriamento voluntário; a 30 de Junho será terminada a concessão de estatuto de refugiado aos angolanos devido à melhorias da situação no país.

[caption id="attachment_216253" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Acnur"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, anunciou ter duplicado os comboios para repatriar refugiados angolanos a partir da República Democrática do Congo, RD Congo.

Em nota, a agência refere que a medida, tomada em meados de Maio, permite que 1,2 mil pessoas retornem semanalmente a Angola.

Kinshasa

Os grupos de refugiados partem de três pontos, incluindo a capital congolesa, Kinshasa, com destino à província do Uíge, local de origem da maioria das pessoas.

O Acnur refere ter apoiado o retorno de 11 mil pessoas da RD Congo somente neste mês. Durante o período, 13,7 mil angolanos voltaram do estrangeiro antes do fim do seu estatuto de refugiado a 30 de Junho.

Melhorias

A recomendação para a cessação do estatuto de refugiado aos angolanos foi avançada em Janeiro deste ano, devido a melhorias na situação do país. Grande parte dos 600 mil refugiados angolanos nos países vizinhos já voltou para casa, refere o Acnur.

A agência indica estar a investir em esforços adicionais para promover o repatriamento voluntário de angolanos provenientes de países africanos como a Namíbia, Zâmbia e Botswana. Em Maio, mais de 3 mil refugiados foram registados para regressar a Angola.

Para tal, o Acnur anunciou uma operação junto a governos para aumentar os meios terrestres e aéreos para transportar, particularmente, os retornados da RD Congo e da Zâmbia.

 

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