OIM quer maior foco na questão social e não nas finanças

6 junho 2012

Agência defende modelo económico que também considere critérios como a criação de empregos juvenis e redução da pobreza e do trabalho informal.

[caption id="attachment_205387" align="alignleft" width="350" caption="Juan Somavia"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho, OIT, pediu maior foco nas questões sociais com vista a transformar o que chamou “padrões de crescimento ineficientes da economia mundial.”

Num pronunciamento feito esta quarta-feira, em Genebra, Juan Somavia defendeu que o crescimento económico não deve ser mais o principal critério para medir a economia global.

Empregos

Para o representante, a criação de empregos, especialmente para os jovens e a redução da pobreza e do trabalho informal devem ser incluídos como variáveis. A agência defende que a falta de trabalho afeta 75 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos.

Para o objetivo, Somavia também referiu a importância da promoção do crescimento da classe média.

Políticas

Na 101ª. Conferência Internacional do Trabalho, Somavia avançou que políticas e ideologias que definiram a sensibilidade humana deram pouca atenção aos indivíduos, às famílias e às comunidades.

O diretor-geral observou que a crise financeira de 2008 deveu-se ao empilhamento causado por um modelo de globalização cujos valores foram moldados na década de 80. Como referiu, a tendência saiu de controlo após ter acelerado nos anos 90.

 

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