ONU alerta para violência em Israel contra imigrantes africanos
BR

5 junho 2012

Acnur e OIM apelam apela para fim da incitação e proteção de refugiados diante de protestos populares.

[caption id="attachment_207936" align="alignleft" width="350" caption="António Guterres "]

Daniela Kresch, da Rádio ONU, em Tel Aviv.

Casos recentes de violência contra imigrantes e refugiados africanos em Israel preocupam as Nações Unidas.

As autoridades israelenses estimam que mais de 60 mil cidadãos do Sudão e da Eritreia tenham entrado em Israel nos últimos três anos.

Cidades

Nas últimas semanas, houve diversos protestos no país, alguns violentos, contra esses imigrantes, que se concentram em algumas cidades, principalmente em Eilat e no Sul de Tel Aviv.

Nesta segunda-feira, um apartamento usado por refugiados, em Jerusalém, foi incendiado por moradores locais, que reclamam do aumento da criminalidade na cidade.

Proteção Internacional

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, disse estar em contato com os imigrantes, que têm cruzado diariamente a fronteira do Egito com Israel depois de atravessarem a Península do Sinai.

Segundo Andrej Mahecic, porta-voz do Acnur, alguns desses refugiados talvez precisem de proteção internacional e acesso a procedimentos transparentes e justos que estabeleçam se precisam de asilo político ou estão apenas em busca de trabalho ilegal.

Terminologia

Já a Organização Internacional para Migrações, OIM, condenou a terminologia usada por autoridades israelenses contra os milhares de imigrantes e refugiados que se encontram no país.

Segundo Jean-Philippe Chauzy, porta-voz da OIM, essa terminologia dá a entender que se trata de um fenômeno que ameaça a segurança de Israel e não um caso humanitário.

Chauzy afirmou que a realidade “requer comedimento” e que deve-se “evitar discursos políticos que poderiam agravar uma situação já polarizada”.

Nesta segunda-feira, o alto-comissário do Acnur, António Guterres, alertou para uma piora da situação humanitária no Sudão do Sul, que tem acarretado uma migração em massa de sudaneses para outros países africanos e também para Israel.

 

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